quinta-feira, março 13, 2014

HUGO, UM IRMÃO QUE SÓ DEIXOU SAUDADES...




SAUDADES, EM VEZ DE UM PONTO, UMA VÍRGULA.
(Adaptação de uma crônica de Jannaina Teixeira para Hugo)


"Saudades, só sofre quem tem algo para lembrar...
E já que decidistes me acompanhar pela vida, traz para mim a alegria e retira do meu peito a dor dessa nostalgia.
Faz-me viajar no tempo, reviver em meu pensamento a imagem da amizade, me transporta para aqueles dias onde não havia mágoas ou arrependimentos, somente sorrisos e contentamento.
Desperta meus sentidos, conduz o meu olfato ao cheiro da infância que lentamente desapareceu, aguça meus ouvidos para a velha música que ecoa em meu peito... Ciranda, cirandinha...
Ah, saudade... De tantas emoções, és um sentimento sem tradução, utilizas o verbo perder para poder existir, satisfaz-se com lágrimas derramadas, és covarde, desumana e inoportuna.
Apoia-se nas gratas lembranças e nos momentos inesquecíveis das nossas vidas.
Na imagem distorcida dos ausentes nos corações que sofrem como quem espera.
Saudades, já que estás em mim e és meu presente, acompanha-me nesta estrada, leva-me a tua casa, vigias meu sofrimento, suaviza minha dor, fortalece meu ser, controla meus atos, enxuga minhas lágrimas e perdoa meu egoísmo, por sofrer de saudades."

Uma lembrança de um irmão que só deixou saudades: Hugo
(Jequié, 13 de fevereiro de 2014)

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