sábado, junho 16, 2012

UMA ANÁLISE SOBRE A ALMA DE UMA MULHER IDOSA

"SER JOVEM ENQUANTO VELHA.VELHA ENQUANTO JOVEM."

Leio atualmente o livro A Ciranda das Mulheres Sábias e tenho me surpreendido com o conteúdo do mesmo. Senti-me fazendo parte do relato maravilhoso que faz a escritora Clarissa Pinkola Estés, também autora do livro não menos fantástico Mulheres que Correm com os Lobos, que ainda não li mas vou conseguir um para ler. Peguei um trecho do livro, interessante e com certeza alguma mulher da minha idade, ou mais ou menos, vai se identificar, como eu me idenfiquei. Repare que bacana!
"...a alma de uma mulher é mais velha que o tempo, e seu espírito é eternamente jovem...sendo que a união desses dois compõe o 'ser jovem enquanto velha e velha enquanto jovem'.
Não importa o número de anos que você tenha vivido, alguma vez já se sentiu como se ainda estivesse com 16 anos? É seu espírito. O espírito é eternamente jovem, e, embora cresça em experiência e sabedoria, ele posui a exuberância, a curiosidade e a criatividade desenfreada da juventude.
Você alguma vez sentiu que disse ou fez algo muito mais sábio, mais inteligente do que você realmente aparenta ser na vida diária? Essa é uma das provas da existência da alama, a força antiga no interior da psique que 'sabe' e age de acordo.
Numa psique equilibrada, essas duas forças, o espírito jovem e a alma velha e sábia, se mantêm num abraço em que mutuamente se reforçam. A psique foi construída para ter seu melhor funcionamento, enfrentando dragões, fugindo de torres, dando de cara com o monstro, rompendo encantamentos, encontrando o brilho, lembrando-se  da própria identidade...quando é guiada por essa dupla dinâmica..."
Ao ler esse trecho, fiquei sabendo como estou exatamente agora com 65 anos...Enfrento meus dragões e consigo viver sem muitos estresses, compreendendo melhor as pessoas e formando um maior círculo de amizades até mais jovens que eu, numa perfeita conciliação de interesses comuns. Não fico mais alheia e sem vontade de viver bem. É uma bênção para mim, como no próprio livro fala, que eu me lembre quem eu sou e devo fazer bom uso dessa nova pessoa que nasce em mim do meu "eu" precioso e indomável.
Segundo Clarissa, devo escrever para não me esquecer: "Jamais subestime a audácia espiritual de uma velha perigosa". 
Essa expressão "velha perigosa" foi cunhada por Clarisse Estés da palavra inglesa "dangerous" [perigosa], escolhida por seu sentido mais arcaico...de uma época em que "dangerous" significava proteger, cuidar, ser protegido, ser cuidado...como na expressão:"I stand in your danger..." [Estou nas suas mãos].

Tenho certeza de que escreverei aqui mais trechos deste precioso livro. E indico não só às minhas amigas da 3ª idade como também às jovens para terem mais sabedoria e menos estresses na vida.
Eu com você...Ió
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