terça-feira, junho 09, 2009

APOSENTADOS DO ESTADO DA BAHIA







APOSENTADOS DO ESTADO DA BAHIA

“O Brasil sofre de uma passividade amorfa que embota nosso espírito e de
da sensação de termos parado no tempo.
A classe política sente-se grata a isso, porque ela se torna poderosa, pois a ela
tudo delegamos.”

Onde é nosso lugar no Estado?

Passamos por estágios na vida até alcançarmos o patamar tanto na vida profissional, como na vida pessoal. Jamais sonharíamos, no entanto, que, após uma vida profissional atribulada, jamais tranqüila que, na aposentadoria, sofreríamos o “terror” da instabilidade financeira, pois de acordo com os estatutos tanto da previdência estadual, como dos idosos é que, na dita aposentadoria, teríamos qualidade de vida para uma velhice estável. Meta e sonho!
Vivemos nós aposentados do Estado da Bahia, sob tensão por vários motivos:

1. Ficamos alheios sobre tudo que é resolvido para a nossa categoria, desde que estamos prontos ao término de nossa jornada ativa para galgarmos a tão famosa aposentadoria por direito.
De acordo com Giuillerman, a aposentadoria consiste na “brusca passagem de um tempo contratado e preparado (organizado em torno do trabalho) para um tempo livre e pode resultar em uma verdadeira desorientação temporal”. Ela requer um condicionamento mental e social, que a grande maioria das pessoas não possue. Assim sendo, é uma etapa extremamente importante na vida dos indivíduos, pois não só coincide, para muitos, com a presença do envelhecimento bem como, é também um marco de mudança na dinâmica da família, o que implica em novos hábitos não só daquele que esta se aposentando. É uma etapa que exige preparação.
Isso não é proposto aos servidores para que saibam realmente se querem ou não se aposentar, se há vantagem na proposta do governo -> não existe uma preparação.
Não nos é esclarecido o que vamos ganhar como é feita essa “conta” para se chegar a um provento digno. Tanto que funcionários da mesma função, cargo e carga horária têm os proventos diferentes. Prejuízo para muitos em benefício de outros. Só nos chegam aquilo que foi decidido por quem fez os cálculos na decisão do pedido da aposentadoria. Muitas vezes, não fazendo jus ao que realmente deveria ser.
2. Outro problema, atualmente havendo no Estado da Bahia, é que “resolveram” sem deliberação da Assembléia Legislativa, ou se houve não foi repassada aos interessados, uma mudança de órgão para os aposentados retirando todos de suas Secretarias de origem e ficando-os no FUNPREV – coisa que seria ideal se houvesse organização e transparência.
Mas é um órgão em que trabalham pessoas desinformadas, que não sabem o que fazem lá, que ficam jogando com a paciência e saúde dos aposentados que ligam e passam um dia inteiro tentando saber uma informação. Aliás, nem se sabe se foram delegados para esse órgão através de concurso ou experiência previdenciária ou se foi “cabide de empregos”.
O fato é que um problema apareceu e ao ligarmos para saber o que houve e como seria resolvido, eles próprios davam respostas evasivas e sem fundamento. Esse problema que afetou nossos já defasados proventos, porque um percentual de aumento foi dado aos aposentados que não condiz com a justiça salarial – 5%. Enquanto que ativos da mesma categoria ficaram com salários além das expectativas. No mês de maio, reparamos que foi tirado do contracheque um item adquirido por direito o adicional de insalubridade, sem nenhuma explicação. Procuramos saber do Setor de Pagamento da SESAB e fomos orientados para procurar o FUNPREV que seria o novo setor de pagamento dos aposentados do Estado da Bahia. Aí é que começaram o descaso, a falta de respeito, pois após horas de tentativas vãs, ficamos sabendo que foi um erro e que seria reposto no contracheque do próximo mês de junho. Porém, os incompetentes e irresponsáveis não sabem do desconforto que houve com os aposentados, que ficaram sem dinheiro para pagar suas contas, comprar seus alimentos e medicamentos, já que lazer não se tem com o que ganhamos. Eles deveriam, já que o erro foi deles, ter feito uma folha extra e pagar o devido. Mas quem disse que o governo quer perder? Nada. Esse pagamento segundo eles, será feito agora será retirado como de costumes os impostos que eles acham que devemos a eles.
Não somos ignorantes a ponto de não compreendermos o que se passa. Isso é, no mínimo, um desrespeito aos idosos. Queríamos que ao menos o responsável por esse setor, diretor, secretário sei lá, se dirigisse publicamente e explicasse o novo órgão, a que se propõe e que o porquê do lamentável problema e como seria solucionado. E não usando de “artimanhas” para esconder o fato.
Nós aposentados um dia fomos ativos e contribuímos para o engrandecimento do Estado, pois sem a presença do funcionalismo, governo nenhum faria nada. Apesar de não trabalharmos hoje, já demos tudo nossa vida inteira. Chegou a hora de termos mais tranqüilidade e uma velhice sem problemas, digna e confortável. Apesar de idosos, somos cidadãos que votam e que têm consciência do governo que está aí.
Finalizando, afirmo que falo por mim e que em minha opinião estamos num “barco à deriva”, sem rumo e sabemos se vamos ancorar em porto seguro.
Espero que isso sirva de alerta aos futuros aposentados, procurando-se organizarem mais e levando a sério uma Associação que existe mas não toma atitude para filiar todos nós aposentados do Estado. Pois nem isso nos é repassado quando vamos nos aposentar.
Aliás... Questiono se não é melhor trabalharmos até à morte do que nos aposentarmos.





Postar um comentário